A gênese deste modelo de mercado data de 1992, a partir da criação Convenção-Quadro
das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, durante a Eco 92, realizada no Rio de Janeiro.
Lá, as ideias foram semeadas e seguiram, pouco a pouco, tomando forma. Primeiro, com a
assinatura do Protocolo de Quioto, em 1997, que objetiva reduzir as emissões de gases de efeito
estufa; depois consolidado com a ratificação da Rússia, em 2004, quando o acordo entrou em vigor.
O reconhecimento dos efeitos do aquecimento global e a compreensão da necessidade de
ações transnacionais para questões ambientais mobilizaram estes debates. Para dar resposta a
isso, se começou a desenhar a estrutura de mercado de carbono e créditos de carbono, além de
outros modelos, como compensações florestais.
O governo brasileiro, na COP 19 (Varsóvia, 2013), propôs um método para regulamentar a
medição, os efeitos e o sistema de comercialização de créditos de carbono.
A proposta brasileira queria considerar os efeitos e responsabilidades históricos das nações
desde a Revolução Industrial, o que exigiria mais esforços de países desenvolvidos e altamente
industrializados.
A ideia foi rejeitada pelos países ricos, mas, ainda assim, a contribuição brasileira segue
relevante nos debates ambientais