Propósito

Escassez de água potável, aumento das inundações e do nível do mar, além da insegurança alimentar, serão consequências das mudanças climáticas.
Mudanças climáticas, como o próprio termo indica, referem-se a mudanças no clima que estão ocorrendo em todo o planeta e que apresentam efeitos que
já podem ser vistos em várias de suas partes. Extinção de várias espécies, derretimento das geleiras e aumento do nível do mar são apenas algumas das
consequências desencadeadas pelo aumento da temperatura global.
O aquecimento global nada mais é do que uma intensificação do chamado efeito estufa. Esse efeito é um fenômeno natural e importante para a Terra, pois permite que o nosso planeta fique aquecido, entretanto, a sua intensificação é prejudicial. O efeito estufa acontece, pois na atmosfera há a presença de gases, chamados de gases de efeito estufa, que garantem que parte do calor que chega ao planeta fique retido. O aumento desses gases leva a uma maior retenção de calor e, portanto, ao aumento da temperatura. Quando falamos em aquecimento global estamos referindo-nos a um aumento anormal da
temperatura média do nosso planeta. Para ter-se uma ideia, a temperatura média global de superfície aumentou aproximadamente 0,74 ºC nos últimos 100 anos, e pesquisas da ONU indicam que esse aumento está muito relacionado à ação do ser humano, que, ao longo dos anos, aumentou suas emissões de gases do efeito estufa, como o gás carbônico.
As emissões de gases do efeito estufa aumentaram ao longo dos últimos 10 anos mais rapidamente que durante todo o período entre 1970 a 2000.
Isso significa que, se não controlarmos as nossas emissões de gases, enfrentaremos, provavelmente, consequências devastadoras.
Na COP27 no Egito, vários governantes e instituições preocupados com as mudanças no clima que estão ocorrendo no mundo, traçaram metas e planos a fim de evitar que as consequências sejam ainda mais graves, antes de 2.030. Sem dúvida, para nós, o aquecimento global é um dos assuntos mais discutidos atualmente no mundo todo. Desde a Ásia, passando pela Europa e pela América Latina, milhares de pessoas são e serão afetadas pelas mudanças climáticas se medidas urgentes não forem tomadas.
Além dos desastres naturais causados, tempestades destrutivas têm se tornado mais intensas e frequentes em muitas regiões. Conforme as temperaturas aumentam, mais umidade evapora, agravando as chuvas e as inundações extremas, causando assim tempestades mais destrutivas.
A frequência e a dimensão das tempestades tropicais também são afetadas pelo aquecimento do oceano. Ciclones, furacões e tufões se alimentam da água quente na superfície do oceano.
Com frequência, essas tempestades vêm destruindo casas e comunidades, causando mortes e enormes perdas econômicas. A falta de cuidado com o meio ambiente contribui para o derretimento das geleiras acarretando o aumento do nível do mar e no avanço das águas nas regiões costeiras. Ou seja, o aquecimento global tem forte impacto na inundação de cidades
próximas aos oceanos. As mudanças climáticas afetam a disponibilidade de água, tornando-a mais escassa em mais regiões. O aquecimento global agrava os períodos de seca em regiões onde a falta de água já é comum e leva a um risco maior de secas agrícolas, afetando plantações, e secas ecológicas,
aumentando a vulnerabilidade dos ecossistemas. Os períodos de seca também podem causar
destrutivas tempestades de areia e poeira, que podem mover bilhões de toneladas de areia entre continentes. Os desertos estão crescendo, reduzindo a área cultivável. Muitas pessoas agora enfrentam a ameaça de não ter água suficiente regularmente. O aumento da temperatura global afeta as regiões de maneiras diferentes, mas as projeções são alarmantes. Estima-se que até o final do século, a temperatura global da Terra deva subir cerca de 2°C, o que resultaria em cerca de meio metro de elevação dos oceanos. Alguns países, principalmente os mais pobres, já sofrem com problemas de inundação e, caso a justiça climática não seja levada a sério, muitos deles possivelmente nem existirão no futuro. As áreas secas do planeta sofrerão ainda mais com a falta de água. Sendo assim, a água potável, que já é escassa em algumas regiões, poderá ser motivo de mortes e de disputas políticas.
Além disso, com o aumento da seca, a ocorrência de incêndios poderá ser mais frequente, ocasionando perda de biodiversidade e ameaçando a vida da população.
Diante desse quadro tão assustador, não é difícil concluir que diversas espécies de plantas e animais entrarão em extinção. Fato esse que já é possível observar nos dias atuais. Além disso, a produção de alimentos poderá diminuir, uma vez que qualquer mudança climática afeta diretamente o cultivo de diversas espécies. Com isso, ocorrerá uma dificuldade de acesso àalimentação, não somente aliada à baixa produção, mas também pela possível elevação dos preços.
Não podemos esquecer-nos também de que a saúde humana pode ser afetada gravemente com as alterações climáticas. Problemas tais como insolação, alergias, doenças transmitidas por mosquitos (como a dengue e a malária), desnutrição e fome podem ser intensificados devido ao aumento da temperatura global.
Apesar de serem inevitáveis alguns dos problemas relatados, a diminuição da emissão de gases de efeito estufa é necessária para que a intensidade desses problemas seja diminuída. Além disso, é fundamental que todos os países estejam juntos na COP28 em Dubai, para tomar decisões que poderão ajudar as populações a enfrentarem todos os problemas que estão por vir, porque o Planeta Terra não tem “PLANO B”.
A maioria dos carros, caminhões, navios e aviões funcionam com combustíveis fósseis. Isso faz com que o transporte seja um dos grandes responsáveis pelos gases de efeito estufa, especialmente emissões de dióxido de carbono. Os veículos rodoviários representam a maior parte, devido à combustão de produtos derivados de petróleo, como a gasolina, em motores de combustão interna, por este motivo que o Brasil sai na frente com a criação do programa RENOVABIO pelo Ministério de Minas e Energias (MME).
O transporte é responsável por quase um quarto das emissões globais de dióxido de carbono relacionadas à energia e as tendências apontam para um aumento significativo no uso de energia para o transporte nos próximos anos, se não forem adotadas as energias renováveis como carros elétricos, estaremos perdidos.
A cidade de São Paulo possui hoje 563 mil motoristas de aplicativos ativos. Cada carro que roda 100 km emite 25 kg de CO2 na atmosfera, imagine o motorista de aplicativo que faz em média 300 km/dia, ele joga 75 kg de CO2 por dia na atmosfera da cidade de São Paulo, agora, imagine 563 mil carros jogando cada um, essa quantidade, somam juntos 42.225.000 kg, que são mais de 42 toneladas de CO2 por dia, sem que haja uma compensação. Na cidade de São Paulo existem 8,8 milhões de veículos, incluindo carros, motos e ônibus. Se 563 mil motoristas de aplicativos ativos emitem mais de 42 toneladas de CO2 na atmosfera, calcule o estrago que é feito todos os dias por todos os veículos!!!